Algum tempo atrás.
Seis meses atrás minha atual esposa me deu a noticia que eu iria ser pai. Nossa que sensação maravilhosa, e desesperadora ao mesmo tempo. Ser Pai. Quem diria, eu sendo pai? Não sabia se largava tudo e iria encontrar com ela, se berrava para todo mundo que eu iria ser pai, ou se simplesmente como fiquei por um tempo para do em minha cadeira Atônito. Minha vida estava ótima. Passamos pela dificuldade que é contar aos pais o que se passa com a gente, no caso a gravidez, parece ser um pouco mais complexo do que aquele mal estar que eles querem saber o que estamos sentindo. Contudo conseguimos, as reações foram enérgicas e alegres. E o tempo passou rápido. Vimos o feijãozinho no ultrason, que passou para uma bolinha, depois um homenzinho já com personalidade. O primeiro chute e reboliço na barriga, as pontadas que ela sentiu, as crises de azia. Cada Ai que esta mulher fazia era um salto meu, acho que ela até se irritou com o excesso de proteção, mas é pelo o que eu tenho mais que zelar, pelos dois. Cada gemido mais forte dela enchia meu coração de preocupação, pois não sei muito bem o que fazer em momentos como este. Se i que cada dia que ambos iam crescendo ela ia ficando mais bonita e eu queria ficar cada dia mais tempo ao lado dela. Perder o sono só para ficar alisando aquela barriga. Tentar conversar com o Bebê através do umbigo dela é uma convenção universal e todo mundo faz, apesar de se saber que não tem ligação nenhuma, mas não quer dizer que não funcione. Mal posso esperar para poder te ver meu filho. Sentir seu cheirinho, olhar em seus olhos.
Mal posso esperar!.
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